A SEDE

15 06 2008

 

 
Um dia, um discípulo foi ao encontro do seu mestre e disse-lhe:

– “Mestre, desejo tanto encontrar a Deus”.

O Mestre olhou para o jovem, não disse nada e sorriu-lhe.

O jovem, porém, voltava cada dia,

repetindo sempre que queria encontrar a Deus.

Mas o Mestre sabia melhor do que ele o que fazer.

Num dia de muito calor, propôs ao jovem

que o acompanhasse até ao rio.

O jovem mergulhou.

O Mestre seguiu-o e manteve-o à força debaixo da água.

Logo que o jovem lutou um pouco para sair daquela situação,

o Mestre largou-o e perguntou-lhe:

“De que é que sentiste mais falta, quando estavas debaixo da água?”

“De ar”, respondeu o discípulo.

“Desejas Deus da mesma maneira?” perguntou o Mestre.

“Se tu O desejas com tal força, encontrá-lo-ás.

Se não tens este desejo e esta sede,

poderás lutar muito com a tua inteligência,

com os teus lábios e as tuas forças;

mas não poderás encontrar a Deus.

Enquanto esta sede não tiver despertado em ti,

não o encontrarás.

                                             Conto oriental

        Ir. Maria dos Anjos, p. m.

          irmanjosalves@hotmail.com

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