“Por vezes a oração cala-se,
pois uma comunhão tranquila com Deus pode abster-se de palavras.
«Estou sossegado e tranquilo, como uma criança saciada ao colo da mãe;
a minha alma é como uma criança saciada.»
Como uma criança saciada que parou de gritar,
junto da sua mãe, assim pode estar a minha alma na presença de Deus.
Então a oração não precisa de palavras, nem mesmo de reflexões.
Como chegar ao silêncio interior?
Por vezes calamo-nos, mas, por dentro, discutimos muito,
confrontando-nos com interlocutores imaginários ou lutando connosco mesmos.
Manter a sua alma em paz pressupõe uma espécie de simplicidade:
«Já não corro atrás de grandezas, ou de coisas fora do meu alcance.»
Fazer silêncio é reconhecer que as minhas inquietações não têm muito poder.
Fazer silêncio é confiar a Deus o que está fora do meu alcance e das minhas capacidades.
Um momento de silêncio, mesmo muito breve, é como um repouso sabático,
uma santa pausa, uma trégua da inquietação.”
Um Irmão
Ir. Maria dos Anjos, p. m.
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