“Há tempo de pescar e tempo de secar as redes”
lembra um provérbio oriental.
O mundo precisa de encontrar tempo e silêncio.
Precisa de se despoluir para sobreviver.
O silêncio fecunda a palavra.
Quanto mais fecundo for o silêncio anterior,
mais fecunda será a palavra.
A comunicação para fora depende sempre
da comunicação de dentro, da interioridade.
Silêncio interior é o fiel da balança da eficácia comunicativa.
As plantas crescem, no silêncio das raízes fincadas na terra.
No silencioso ventre da mãe, o mistério de um novo ser humano desenvolve-se.
As auroras despontam, cada manhã, porque uma noite as antecedeu.
No alvorecer do dia, os pássaros cantam com entusiasmo e optimismo sempre renovados, porque silenciaram ao longo e dentro de uma noite.
Senhor,
ensina-me a dosear trabalho e descanso,
compromisso e lazer.
Que eu saiba desintoxicar-me dos ruídos, do barulho,
conferindo um toque de eternidade e silêncio redentor
a toda a minha existência.
R. Schneider,
in O silêncio que eu perdi
Ir. Maria dos Anjos, p. m.
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