O silêncio fecunda a palavra

29 08 2008

 

“Há tempo de pescar e tempo de secar as redes”

                           lembra um provérbio oriental.

 

O mundo precisa de encontrar tempo e silêncio.

Precisa de se despoluir para sobreviver.

O silêncio fecunda a palavra.

Quanto mais fecundo for o silêncio anterior,

mais fecunda será a palavra.

A comunicação pa­ra fora depende sempre

da comunicação de dentro, da interioridade.

Silêncio interior é o fiel da balança da eficácia comunicativa.

As plantas crescem, no silêncio das raízes fincadas na terra.

No silencioso ventre da mãe, o mistério de um novo ser hu­mano desenvolve-se.

As auroras despontam, cada manhã, porque uma noite as antecedeu.

No alvorecer do dia, os pássaros cantam com entusiasmo e optimismo sempre renovados, porque silenciaram ao longo e dentro de uma noite.

 

Senhor,

ensina-me a dosear trabalho e descanso,

compromisso e lazer.

Que eu saiba desintoxicar-me dos ruídos, do barulho,

conferindo um toque de eternidade e silêncio redentor

a toda a minha existência.

R. Schneider,

in O silêncio que eu perdi

 

Ir. Maria dos Anjos, p. m.

irmanjosalves@hotmail.com