Se encantados pela beleza de tais coisas, as tomaram por deuses,
deviam reconhecer quanto é melhor do que elas o seu Senhor,
porque foi o Criador da beleza que fez todas essas coisas.
Se o que os impressionou foi a sua força e o seu poder,
deviam compreender, por meio delas, que o seu Criador, é muito mais poderoso.
Com efeito, pela grandeza e beleza das criaturas pode-se por analogia, chegar ao conhecimento do seu Autor. (Livro da Sabedoria 13,3-5)
“O olhar, cheio de admiração e maravilha, detém-se perante a beleza da criação: os céus, a terra, as águas, o sol, a lua e as estrelas.
Antes de descobrir a Deus que se revela na história de um povo, dá-se uma revelação cósmica, aberta a todos, oferecida a toda a humanidade pelo único Criador, «Deus dos deuses» e «Senhor dos senhores».
Como tinha cantado o Salmo 18, «o céu proclama a glória de Deus, o firmamento anuncia as obras das suas mãos: um dia transmite ao outro a palavra, uma noite à outra noite dá a notícia» Existe, uma mensagem divina, gravada secretamente na criação, sinal da fidelidade amorosa de Deus que dá às suas criaturas o ser e a vida, a água e a comida, a luz e o tempo.
É necessário ter olhos limpos para contemplar esta manifestação divina, tendo presente a advertência do Livro da Sabedoria, ao recordar que «da grandeza e formosura das criaturas chega-se, por analogia, a contemplar o seu Autor» (Sab. 13, 5). O louvor orante surge da contemplação das «maravilhas» de Deus (Salmo 135, 4), presentes na criação, e transforma-se num hino gozoso de louvor e de acção de graças ao Senhor”. Bento XVI
Que beleza procuro?
Ir. Maria dos Anjos, p. m.
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